As tensões no Oriente Médio voltaram a aumentar nesta segunda-feira após forças dos Estados Unidos realizarem ataques contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no sul do Irã. A ação ocorreu poucas horas depois da chegada de negociadores iranianos ao Qatar, onde acontecem discussões sobre um possível acordo para encerrar a guerra.
Segundo o Comando Central dos EUA, os ataques tiveram caráter defensivo e buscaram proteger tropas americanas diante de ameaças atribuídas às forças iranianas.
No mesmo dia, Israel sinalizou que pretende intensificar os confrontos contra o Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã no Líbano. O cenário aumenta a preocupação internacional, já que os dois conflitos estão diretamente ligados e podem dificultar qualquer avanço diplomático.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um eventual acordo só será aceito caso o Irã entregue ou destrua seu estoque de urânio enriquecido diante de observadores internacionais. Apesar disso, autoridades iranianas negaram que detalhes do programa nuclear estejam sendo discutidos neste momento.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que houve avanços em parte das negociações, mas descartou a possibilidade de um acordo imediato.
Outro ponto de tensão é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás. O bloqueio imposto pelo Irã desde o início dos confrontos segue impactando diretamente o mercado global de energia.
Reflexo disso foi a queda no preço do petróleo nesta segunda-feira. O barril do Brent fechou abaixo de US$ 94, com recuo de 6,5%, embora os valores ainda estejam cerca de 30% acima do registrado antes do início da guerra.
A delegação iraniana que participa das negociações em Doha é liderada por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, além do ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi.
Enquanto isso, líderes internacionais também acompanham de perto as tratativas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, esteve na China para reuniões com o presidente chinês Xi Jinping, em uma tentativa de fortalecer os esforços diplomáticos na região.
Fonte: The New York Times
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